terça-feira, 6 de março de 2018

Seminário de psicoterapia arquetípica - com psicólogo Marcus Quintaes

No dia 24 de Fevereiro, recebemos na Archés, em Curitiba, um dos maiores nomes da Psicologia Arquetípica no Brasil, Marcus Quintaes. Em um evento pequeno, com o intuito de promover proximidade e maior facilidade para trocas, posso dizer que foi um dia inteiro que, embora intenso, fluiu levemente. Com a proposta de discutir o tema "Se o sintoma é obsceno, toda individuação é escandalosa: a clínica de Psicologia Arquetípica", felizmente pudemos contar com muitos exemplos práticos da clínica, e ampliações, o que deixou muito encurtado o tempo para falarmos da segunda temática inicialmente proposta, "A tristeza é azul: notas arquetípicas sobre a melancolia".


Fomos questionados, logo no início, com algumas perguntas intrigantes. " É possível afirmar a hipótese de uma clínica arquetípica? Caso a resposta seja positiva, quais são seus fundamentos? Quais são seus predicados? Oque sustenta teoricamente o exercício da sua prática? E, o mais importante, no que ela difere e inova em relação a clínica tradicional junguiana?".
A proposta apresentada por Marcus é de que sim, há uma clínica tipicamente arquetípica. Assim como a Junguiana clássica, pecamos ao não inovar, ao não expor como nos posicionamos profissionalmente, e como conduzimos nossos casos clínicos, principalmente quando não toma o rumo inicialmente esperado. Cabe a nós, psicólogos, buscar nosso espaço através da demonstração de como fazemos, e da discussão de porque fazemos.