terça-feira, 26 de setembro de 2017

Um breve resumo sobre a história da felicidade

   A origem da palavra felicidade, em diversas línguas, indica ser algo que foge do controle humano. Happiness, vem de happened, ou seja, aquilo que lhe acontece. A felicidade deriva da vontade dos deuses e das estrelas.

   A antiga cultura greco-romana coloca na mão do homem a possibilidade de felicidade. Mas este conceito não está ligado aos sentimentos, mas está ligado ao comportamento moral, geralmente demandando muito trabalho, disciplina e devoção.

   Na antiga concepção cristã, a verdadeira felicidade não está acessível no nosso mundo atual. Ela esteve disponível no Jardim do Eden, e estará disponível com o retorno de Cristo. Entre estes dois períodos, a única forma de acessar a felicidade é através da união com Deus, ou seja, a morte.

   Entre os anos de 1700 e 1800, a felicidade é tomada como uma verdade auto-revelada e um direito. O prazer é tido como um objetivo à ser trabalhado, enquanto o desprazer deveria ser minimizado. A felicidade é aqui assimilada à ideia de sentir-se bem.

   Apesar de dar ao homem a possibilidade de buscar o prazer, este movimento libertário do século 17 causou a impressão de que, se a felicidade é um direito, ela está fora do homem, e deve ser conquistada, buscada e consumida. A associação da felicidade com o prazer dá a impressão de que se não existe prazer constante e intenso, não há felicidade.

   Atualmente, o conceito de felicidade tem sido expandido. Tem-se encontrado relações entre a felicidade e esperança, gratidão, altruísmo, cultivo espiritual, e bem-estar. Isso coloca a felicidade de novo dentro do próprio humano, e assim, como um estado natural deste.

   Preocupar-se com sua própria felicidade, de forma individualista, torna-te menos feliz do que se preocupar com a felicidade daqueles ao seu redor.

(Texto resumido por mim, com base no texto "Happiness, The Hard Way", do curso "Introduction to the Science of Happiness" promovido pela University of California, Berkeley).



Renan M. Franklin

Psicólogo e Psicoterapeuta em Curitiba